sábado, 21 de abril de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #66



CENTRO DE ASSISTÊNCIA E MANUTENÇÃO
PORTO DE MÓS, SÃO JORGE

João Rainha de Castro
Quadrante Arquitectura
2011

O conceito de "envolver num único gesto" incentivou a criação da linguagem arquitectónica para os edifícios principais do Centro de Assistência e Manutenção (CAM). A ideia de ter uma pele branca de leve textura (reboco) que envolve o programa de cada edifício e repousa sobre um pódio sólido (betão envernizado), resulta num gesto conceptual definidor da intervenção. Assim, a "fita" embrulha cada um dos edifícios, criando uma unidade entre eles.
Quando chega a vez dos quatro edifícios técnicos concebidos, é adoptada a mesma linguagem, mantendo-se a fundação de betão sobre a qual pousam as caixas com as suas vestimentas brancas verticais.

site: qd-arch.com

ver mais sobre o projecto:
archello.com
espacodearquitectura.com

quinta-feira, 19 de abril de 2018

PROJECTAR EM ALCOBAÇA



Alcobaça recebe a próxima etapa da itinerância da actividade PROJECTAR, com sessão marcada para o dia 10 de Maio, pelas 19h00, no Auditório da Biblioteca Municipal, com uma sessão dupla dedicada a dois edifícios religiosos do Século XX, a Igreja de Notre-Dame du Rancy projectada por Auguste Perret, e o Convento de la Tourette de Le Corbusier.



Mais informações em breve.

terça-feira, 17 de abril de 2018

ROTEIRO DA ARQUITECTURA MODERNA
LANÇAMENTO DO CATÁLOGO


lançamento do catálogo
ROTEIRO DA ARQUITECTURA MODERNA
TOMAR, 1930 - 1965

Casa dos Cubos, Tomar
26 de Abril, 18h00

Apresentação do catálogo da exposição:
- Paula Torgal, Presidente da Secção Regional Sul da Ordem do Arquitectos
- Município de Tomar
- Instituto Politécnico de Tomar

Mesa Redonda:
Moderador:
- Pedro Costa, Presidente da Delegação do Centro da Ordem dos Arquitectos
Oradores:
- Ana Tostões, Presidente do Docomomo Internacional
- Inês Serrano e Anabela Mendes Moreira, Investigadoras do Instituto Politécnico de Tomar
- Inácio Costa Rosa, arquitecto autor de algumas das obras expostas

O “Roteiro da Arquitectura Moderna em Tomar” resulta de um projecto de investigação desenvolvido no Instituto Politécnico de Tomar, numa parceria protocolada com o Município de Tomar, à qual se associou a Ordem dos Arquitectos, Delegação do Centro da Secção Regional Sul.

A exposição continua patente ao público até ao dia 29 de Abril. Mais informações sobre a mesma aqui e aqui.

ARQUITECTURA AO CENTRO #65



ESCOLA SECUNDÁRIA FRANCISCO RODRIGUES LOBO
LEIRIA, LEIRIA

Inês Lobo
com João Rosário, João Vaz, Gilberto Reis, Júlia Varela, Filipe Soares, Sérgio Silva, Sérgio Pereira, Henrieta Selcová, Vasco Lopes, Job Morais, Pedro Coelho, Rafael Marques e Sónia Ribeiro
Inês Lobo Arquitectos
2011

Toda a operação proposta para este conjunto deriva fundamentalmente de uma primeira operação de projecto que propõe a redefinição do ponto de entrada na escola. A nova entrada na escola passa a ser feita pela frente leste do terreno, entre os dois braços longilíneos que delimitam o terreno a norte e a sul.
Trata-se no fundo de recentrar a escola, não só na sua distribuição programática “horizontal” mas também altimétrica, passando o acesso principal a ser feito através de uma cota intermédia entre os pontos mais altos e mais baixos do conjunto edificado.
Desta operação deriva aquele que será o ponto principal de acção do projecto, que passa sobretudo pelo desenho e qualificação desta faixa central do terreno, delimitada a norte e a sul pelos edifícios existentes, e onde se implantam todo o conjunto de novos espaços a construir –espaços fechados que abrigam o novo programa, mas também uma sequência de espaços abertos diferenciados que recentram a actividade e os fluxos de usuários da escola nesta faixa central.
Este conjunto de espaços centrais desenvolve-se numa sequência de cinco espaços diferentes:
1. Drive-in – espaço urbano, exterior ao novo limite da escola, permite e entrada de carros para chegada de alunos ou cargas;
2. Pátio 1 – Espaço aberto, é o primeiro espaço de entrada no interior da escola, delimitado a norte e a sul pelos edifícios existentes e rematado a poente pelo novo corpo transversal a construir e que passa a funcionar como o novo corpo central da escola.
3. Corpo Central – Espaço fechado, desenvolve-se em três pisos e abriga exclusivamente espaços de utilização colectiva, para uso de toda a comunidade escolar – Átrio na cota de entrada no conjunto, Biblioteca no piso superior e Bar Refeitório no piso inferior.
4. Pátio 2 – Avançando segundo o eixo leste-oeste, a partir da nova entrada na Escola, este é o espaço que se sucede ao Corpo Central. Implanta-se um piso abaixo do Pátio 1, na cota do Bar/Refeitório, e pretende-se que funcione como um prolongamento deste para o exterior. Trata-se de um espaço mais fechado e encaixado no terreno, delimitado por construção em todas as suas frentes, e rematado a poente pelos novos espaços desportivos.
5. Espaços desportivos – Conjunto de novas construções a implantar no limite oeste do terreno, implantam-se na cota baixa do terreno, encaixado entre plataformas, solução que permite que um volume de construção significativo como este se implante de forma discreta no conjunto.
Deste modo todos os espaços de uso colectivo fundamentais, assim como os espaços desportivos, são construídos ao longo desta faixa central, ficando os edifícios existentes destinados fundamentalmente aos espaços de ensino, além de outras peças do novo programa global para a escola. O edifício a sul compreende os espaços para o ensino das artes no seu piso inferior, à cota do Pátio 2. Nos pisos superior, as salas a leste abrigam os laboratórios em dois pisos, ficando as salas a oeste dedicadas aos espaços para docentes, órgãos de gestão e secretariado.
Os três volumes verticais, a construir anexados à construção existente e que resolvem os acessos verticais entre pisos, compreendem ainda as Instalações Sanitárias que servem cada piso, assim como áreas técnicas para comunicação vertical de infraestruturas, e um elevador, que resolve de forma aceitável a questão da mobilidade reduzida no edifício.

site: ilobo.pt

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archilovers.com
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joaomorgado.com
leonardofinotti.com
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momowoexhibit.eu
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sexta-feira, 13 de abril de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #64



PARQUE TEJO - PARQUE DE CAMPISMO
ABRANTES, ROSSIO AO SUL DO TEJO

Francisco Freitas, Luís Valente, Paulo Borralho, Rui Didier e Ana Tomé
Atelier RUA
2015

Junto ao rio Tejo e diante da cidade de Abrantes, o lote estabelece de forma natural uma fronteira entre o casario intrincado e o rio.
A proposta apresenta uma implantação que pretende tirar partido da morfologia dessa fronteira e adaptar uma estrutura uniformizadora, contínua e capaz de agregar todo o programa funcional à zona limítrofe, por forma a envolver todas as implantações pré-existentes no lado norte do lote e criar uma frente contínua, orgânica e suave. A estrutura aberta e de carácter permeável, visa proporcionar uma relação directa e constante com as zonas verdes em todas as áreas do programa (circulações, instalações sanitárias, zonas de lavagem), à excepção de duas áreas edificadas (recepção/sala de convívio e cafetaria).
Toda a estrutura é percorrível em contínuo ao longo de uma galeria comunicante com o exterior que permite o acesso a todos os elementos do programa. Esta galeria é assinalada através de um alçado composto por um elemento ripado, criador de uma barreira física que é interrompida por vãos pontuais de acesso à zona de acampamento.

site: atelierrua.com

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uzinabooks.com
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segunda-feira, 9 de abril de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #63



CASA HILL CORK
LEIRIA, BOA VISTA

Joel Esperança e Ruben Vaz
Romeu Sousa (designer)
Frederico Louçano, Hugo Rainho, Margarida Carrilho, Emanuela Quinta
Contaminar Arquitectos
2013

Habitação unifamiliar realizada por Contaminar Arquitectos. A sua área é ampla e desenvolve-se num só piso, mas o seu impacto atenua-se.
No acesso, a Este, quase não se percebe a existência da Casa: um jogo alternado de rampas leva à discreta entrada ou à cobertura ajardinada, que se dilui na paisagem. Nas rampas, a pedra e a gravilha marcam os revestimentos de paredes e pavimento, fazendo com que esta parte da casa seja mais opaca e fechada, recolhendo-se face à estrada de acesso e às casas vizinhas.
No alçado oposto, a Oeste, a sua geometria é mais clara e o desenho mais evidente. Uma sequência de volumetrias de cheios e vazios, permite a organização interior de espaços encerrados de carácter privado (instalações sanitárias, closet e armários/ roupeiros) com os quartos que se abrem, um pouco recuados, sobre o exterior. Um volume central destaca-se no alçado como um eixo que divide a zona social da zona mais reservada da casa.
Contém uma piscina no seu interior, em betão à vista, e mantém uma estreita relação com a paisagem: as formas e a luz do exterior vêm reflectir-se na água deste rectângulo, como num espelho.
Com uma imagem muito forte, uma pele de cortiça reveste todo o exterior Sul e Oeste da casa, como se o volume estivesse “contaminado” pela envolvente natural. Para além do efectivo isolamento térmico que proporciona à estrutura de betão, as propriedades sensoriais deste material único tornam o objecto arquitectónico agradável ao tacto, pela suavidade da sua textura suave – a Casa passa a fazer parte da natureza. O seu tom castanho contrasta com o verde da relva e harmoniza-se com as árvores da envolvente.

site: contaminar.pt

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domingo, 1 de abril de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #61



CASA EM POUSOS
LEIRIA, POUSOS

Ricardo Bak Gordon
Francesca Petrin, João Bagão, Nuno Costa
Bak Gordon Arquitectos
2008

Leiria é uma cidade cujo crescimento exponencial se deu nos anos que se seguiram à revolução democrática portuguesa. Sem planeamento urbanístico estratégico, esta cidade desenvolveu-se de forma incaracterística, sem valorizar o seu património histórico e paisagístico.
Alguns bairros habitacionais de moradias nasceram nas imediações da cidade, fruto de uma série de operações de loteamento. O lugar onde se insere esta casa é um lote num destes loteamentos com amplas vistas sobre a cidade e as paisagens distantes.
O programa funcional desenvolvido pela família apontava para uma construção com cerca de 400,00m2. A estratégia do projecto assenta por um lado na desconstrução do programa numa série de volumes construídos, libertando espaços vazios entre si, que se transformam em lugares de estadia, espécie de miradouros sobre a paisagem. Por outro lado, na definição de uma plataforma de implantação a meia cota, onde se permite artificializar toda a construção, contrastando espaços de jardim, a nascente e poente da casa. Esta implantação leva a casa a proteger-se da vizinhança próxima e a tirar partido de relações de maior intimidade (entre os seus próprios espaços) ou com uma perspectiva distante de grande amplitude.
Os espaços interiores conectam-se inteiramente ao nível do piso 0, através de uma circulação linear, comparável a uma espinal medula que agrega toda a funcionalidade da casa.

site: bakgordon.com

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