quinta-feira, 31 de agosto de 2017

PROJECTAR NA NAZARÉ

Após a pausa de Agosto, retomamos a itinerância da actividade PROJECTAR, para mais um sessão, desta vez na Nazaré, no próximo dia 21 de Setembro pelas 19h00, no Auditório da Biblioteca Municipal, com a exibição de documentários sobre arquitectura a divulgar em breve.




Mais informações em breve.

sábado, 26 de agosto de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #11



CASA EM LEIRIA
LEIRIA, POUSOS

Manuel Aires Mateus
com Maria Rebelo Pinto
e Humberto Fonseca, Luísa Sol, Tiago Santos
Aires Mateus
2010

Um lugar na periferia de Leiria, num ponto elevado em relação à rua e aberto sobre a vista da cidade.
O programa é banal: uma casa dividida em zona íntima de quartos e zona social como área de salas.
As áreas íntimas são organizadas à cota da rua, sob o terreno, em redor de um pátio central com os espaços abertos a pátios privativos. Os espaços das salas dispõem-se em torno de um vazio, que recebe luz de cima e avista de longe o castelo no centro da cidade.
A casa desenha-se com um arquétipo reconhecível rasgado verticalmente pela luz, desenhada por um pátio com três alturas que se abre horizontalmente na cota do jardim. Os pátios dos quartos, abertos ao jardim, relacionam-se de forma variável com este volume arquetípico introduzindo leituras diferentes da sua extensão.
Controla-se volume e escala num entorno desorganizado, com uma imagem clara que desde o seu interior se relaciona com o elemento patrimonial, ao longe, o castelo de Leiria.

site: airesmateus.com

ver mais sobre o projecto:
archdaily.com
archdaily.com.br
archello.com
architizer.com
architonic.com
divisare.com
metalocus.es
plataformaarquitectura.cl
ultimasreportagens.com

domingo, 20 de agosto de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #10



CASA PR
POMBAL, QUINTA DA GRAMELA

Pedro Santos e Rita Cordeiro
P&R Arquitectos
2005

No limite das planícies do rio Arunca, e vincado por um talude coroado por uma rua privada da Quinta, o terreno é fortemente caracterizado pelos diferentes níveis de cota pontuados por árvores aleatórias.
A exigência dos clientes era única e objectiva, também pouco flexível, ambos defendiam saberes e experiências vivenciais diferentes, e tudo isso era reflexo de um só projecto. A receita estava em cruzar a informação conseguida pela análise individual de cada um e transforma-la em conceito levado até as ultimas consequências sem o desvirtualizar.
A solução de adequar o projecto ás duas cotas distintas, resolveu a volumetria e parte do programa. Paralelamente houve o cuidado de conduzir a luz a todas as zonas da habitação de uma forma simples e directa sem se sobrepor à envolvente. O piso térreo assume-se como um largo muro de suporte em pedra, que alberga todo o programa de serviços domésticos e garagem. O piso íntimo descansa sobre o dito muro, projectando-se sobre a sala de estar limitada a panos de vidro, fragilizado pelo deslocamento do pilar no limite da viga. O volume de betão esconde os vãos e valoriza a privacidade, como se retirassemos fatias de um bolo privilegiando o núcleo.
A luz atravessa os volumes em todas as direcções e nos vários sentidos.

O homem pode viver a arquitectura como a pensa,
Mas vive na arquitectura como se sente bem.

A arquitectura não é só para os outros,
Mas é mais arquitectura quando é para nós.

A arquitectura complica-se quando somos os próprios clientes.

A arquitectura tem os clientes mais inesperados, mas existe sempre solução.

site: www.pedrosantosarq.com

ver mais sobre o projecto:
andthisisreality.com
arcstreet.com
Dossier especial ultimasreportagens.com
ultimasreportagens.com

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #09



CLUBE NÁUTICO DE ALDEIA DO MATO
ABRANTES, ALDEIA DO MATO

Fátima Fernandes e Michele Cannatà
Cannatà e Fernandes
2004

O projecto do Clube Náutico da Aldeia do Mato em Abrantes, é uma consequência de um processo de construção de dois protótipos com características de auto-suficiência energética.
Este módulo destina-se por excelência a ser instalado em lugares que não permitem alterações profundas em termos construtivos e ambientais, por exemplo nos parques naturais, onde a construção é contrária ao princípio do parque, em praças já realizadas, em praias, praticamente em zonas onde não é possível por vários motivos ter acesso a infra estruturas.
Cada módulo tem como base as dimensões de 3,00 largura por 9,00 cumprimento, com uma área de 27 m2. Esta estrutura pretende ser previamente elaborada não oferecendo qualquer trabalho no sítio onde vai ser instalada, devendo ser transportada por um camião ou helicóptero.
Cada módulo ou contentor além de dar resposta a novas formas de apropriação do espaço, pretende ser aberto à utilização de novos materiais ou tecnologias possibilitando maior controlo energético e utilizando as características de resistência e leveza que possam oferecer outros materiais.

site: cannatafernandes.com

ver mais sobre o projecto:
archdaily.com
archdaily.com.br
archello.com
inhabitat.com
plataformaarquitectura.cl

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #08



CASA EM LEIRIA
LEIRIA, POUSOS

José Mateus e Nuno Mateus
Sofia Raposo, Bruno Gonçalves, Pedro Jesus
ARX Portugal Arquitectos
2011

A casa localiza-se numa “típica” urbanização da periferia, na Freguesia de Pousos. Situada num ponto alto, configura uma espécie de miradouro, com uma vista panorâmica sobre Leiria.
De forma a garantir um maior desafogo e acesso à vista panorâmica, os proprietários da casa compraram os 3 lotes na linha da frente, sobre a “falésia”.
Embora cada lote permitisse a construção de uma cave mais dois pisos em altura, abriu-se com este agrupamento a possibilidade de construir uma casa mais baixa, que “abraçasse” porções de jardim.
Quando visitámos o local pela primeira vez, já estavam prontos os arruamentos envolventes ao lote. Devido aos desaterros executados para construir as ruas, o terreno erguia-se subitamente a partir do limite do passeio, como uma sugestiva construção de carácter topográfico. Na envolvente, as moradias dos vizinhos estavam construídas formando um “L” em redor do terreno.
A concepção da casa surge directamente a partir da forma como observámos essa realidade. Tratando-se de uma casa de grande escala para os padrões locais, optámos por dividir o volume da construção em duas partes:
- Uma – construção enterrada – como um negativo no terreno e assumida como dele fazendo parte.
- Outra – construção pousada – volume longo e achatado, de betão branco aparente.
No volume inferior estão integradas as áreas técnicas, de apoio ou de utilização mais ocasional. No volume superior, as áreas sociais agrupam-se em torno do pátio principal e os quartos de um segundo pátio privado.
A principal particularidade desta casa está na dialéctica entre a metade subterrânea “natural“ da casa, a metade superior, elevada e “artificial”, entre a face introvertida, intimista, de penumbra ou de luz reflectida, e a sua face aberta, permeável e luminosa, onde se torna possível o olhar para o horizonte longínquo.
Quisemos entender a vida e o temperamento de quem nos procurou para desenhar uma casa, e tentar conferir um novo significado ao seu dia-a-dia.

site: arx.pt

ver mais sobre o projecto:
archdaily.com
archdaily.com.br
archello.com
architizer.com
arqa.com
dezeen.com
divisare.com
espacodearquitetura.com
metalocus.es
noticiasarquitectura.info
plataformaarquitectura.cl
ultimasreportagens.com