segunda-feira, 14 de agosto de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #09



CLUBE NÁUTICO DE ALDEIA DO MATO
ABRANTES, ALDEIA DO MATO

Fátima Fernandes e Michele Cannatà
Cannatà e Fernandes
2004

O projecto do Clube Náutico da Aldeia do Mato em Abrantes, é uma consequência de um processo de construção de dois protótipos com características de auto-suficiência energética.
Este módulo destina-se por excelência a ser instalado em lugares que não permitem alterações profundas em termos construtivos e ambientais, por exemplo nos parques naturais, onde a construção é contrária ao princípio do parque, em praças já realizadas, em praias, praticamente em zonas onde não é possível por vários motivos ter acesso a infra estruturas.
Cada módulo tem como base as dimensões de 3,00 largura por 9,00 cumprimento, com uma área de 27 m2. Esta estrutura pretende ser previamente elaborada não oferecendo qualquer trabalho no sítio onde vai ser instalada, devendo ser transportada por um camião ou helicóptero.
Cada módulo ou contentor além de dar resposta a novas formas de apropriação do espaço, pretende ser aberto à utilização de novos materiais ou tecnologias possibilitando maior controlo energético e utilizando as características de resistência e leveza que possam oferecer outros materiais.

site: cannatafernandes.com

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archello.com
inhabitat.com
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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #08



CASA EM LEIRIA
LEIRIA, POUSOS

José Mateus e Nuno Mateus
Sofia Raposo, Bruno Gonçalves, Pedro Jesus
ARX Portugal Arquitectos
2011

A casa localiza-se numa “típica” urbanização da periferia, na Freguesia de Pousos. Situada num ponto alto, configura uma espécie de miradouro, com uma vista panorâmica sobre Leiria.
De forma a garantir um maior desafogo e acesso à vista panorâmica, os proprietários da casa compraram os 3 lotes na linha da frente, sobre a “falésia”.
Embora cada lote permitisse a construção de uma cave mais dois pisos em altura, abriu-se com este agrupamento a possibilidade de construir uma casa mais baixa, que “abraçasse” porções de jardim.
Quando visitámos o local pela primeira vez, já estavam prontos os arruamentos envolventes ao lote. Devido aos desaterros executados para construir as ruas, o terreno erguia-se subitamente a partir do limite do passeio, como uma sugestiva construção de carácter topográfico. Na envolvente, as moradias dos vizinhos estavam construídas formando um “L” em redor do terreno.
A concepção da casa surge directamente a partir da forma como observámos essa realidade. Tratando-se de uma casa de grande escala para os padrões locais, optámos por dividir o volume da construção em duas partes:
- Uma – construção enterrada – como um negativo no terreno e assumida como dele fazendo parte.
- Outra – construção pousada – volume longo e achatado, de betão branco aparente.
No volume inferior estão integradas as áreas técnicas, de apoio ou de utilização mais ocasional. No volume superior, as áreas sociais agrupam-se em torno do pátio principal e os quartos de um segundo pátio privado.
A principal particularidade desta casa está na dialéctica entre a metade subterrânea “natural“ da casa, a metade superior, elevada e “artificial”, entre a face introvertida, intimista, de penumbra ou de luz reflectida, e a sua face aberta, permeável e luminosa, onde se torna possível o olhar para o horizonte longínquo.
Quisemos entender a vida e o temperamento de quem nos procurou para desenhar uma casa, e tentar conferir um novo significado ao seu dia-a-dia.

site: arx.pt

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segunda-feira, 31 de julho de 2017

ARQUITECTURA AO CENTRO #07



CASA SERRA DE TOMAR
TOMAR, SERRA

Joel Esperança e Ruben Vaz
Romeu Sousa (designer)
Frederico Louçano, Margarida Carrilho, Hugo Rainho
Contaminar Arquitectos
2013

Entre a paisagem da serra, descobre-se a Casa Serra de Tomar, realizada por Contaminar Arquitectos. Desta encosta é possível contemplar a barragem de Castelo de Bode e toda a magnífica paisagem envolvente. Uma imensa paisagem marcada pelos tons de terra e do pinhal.
É uma habitação de férias idealizada para dois irmãos. Parece nascer do terreno, fundir-se com ele, através da paleta cromática escolhida, onde foram trabalhados os mesmos tons. O alçado Norte, mais discreto, está semi-enterrado. Os outros alçados, não estão enterrados mas acompanham a morfologia do terreno. A Sul e Oeste, a habitação abre-se sobre a paisagem. Um sistema de portadas permite controlar essa abertura, contemplando a envolvente ou fechando-se a ela. Construídas em chapa metálica - o mesmo material que reveste as paredes onde se abrem os vãos - quando estão fechadas dão à casa a aparência de um maciço negro, impenetrável.
A porta de entrada, elemento discreto e diluído na fachada Norte, é revestida a grés, o mesmo material utilizado no exterior da habitação, tornando-a difícil de identificar.
O espaço interior organiza-se em duas alas, para cada um dos núcleos familiares, em torno de um espaço central comum às duas famílias. É a partir deste espaço de características mais sociais - onde se encontra a entrada, a cozinha e a sala - que a habitação se desenvolve, em forma de S estilizado. A sala e a cozinha são um espaço só, que marca a reunião familiar. A cozinha é “arrumada” nas paredes e a única peça que se destaca é a grande bancada e mesa de jantar, ao centro.
Aqui, é possível contemplar toda a envolvente verde, através de um grande vão na parede. O alpendre, em frente, possibilita também o prolongamento do espaço interior da sala para o exterior, sem perder a privacidade, desfrutando o sossego e o sol das longas tardes de Verão.
Este espaço comum tem um percurso linear a Norte que permite aceder às zonas mais íntimas da casa. Para o lado Este, mais próximo da cozinha, uma pequena rampa direciona para dois dos quartos e uma instalação sanitária. Para o lado Oeste, mais próximo da sala, desenvolve-se um programa idêntico para a família do outro irmão.
(Traduzido por Victor Delaqua / archdaily.com.br)

site: contaminar.pt

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quinta-feira, 27 de julho de 2017

HÁ DEZ ANOS - LANÇAMENTO DO PAPELPAREDE 02º TRIENAL DE ARQUITECTURA DE LISBOA


No dia 27 de Julho de 2007, o Núcleo do Médio Tejo foi responsável pela organização da conferência com os premiados no Concurso Internacional para a Dinamização do Rio nas Margens do Médio Tejo, integrada no programa da Trienal de Arquitectura de Lisboa – Vazios Urbanos, e a que assistiram cerca de meia centena de pessoas.
(Clique na imagem para ver mais)

Após esta, foi apresentado o número 02º da publicação periódica PAPELPAREDE, dedicado ao tema Vazios Rurais em jeito de desafio / provocação ao tema da Trienal, e cujo lançamento incluiu a exibição do filme “A Forma do Tempo” realizado por João Jerónimo no âmbito de um workshop de Vídeo promovido pelo Espalhafitas (Secção de Cinema Palha de Abrantes) em 2007.