sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #50



CASA AR
CALDAS DA RAINHA, FOZ DO ARELHO

Alexandre Burmester
Alexandre Burmester Arquitectos Associados
2010

O terreno de 4500 m2 está localizado numa área elevada de encosta virada a oeste. A sua orientação permite usufruir de um cenário singular, com vistas panorâmicas sobre a Lagoa de Óbidos, em Caldas da Rainha.
A proposta de implantação foi determinada com base na integração do edifício na topografia local, a fim de aproveitar a luz solar e as vistas. A casa funde-se com a inclinação do terreno, assumindo-se como uma unidade composta por diversos volumes, orientados a oeste.
A construção das paredes exteriores foi executada em betão aparente, sendo também, em alguns casos, muros de contenção de terras.
Está organizada em duas partes ligadas por um corredor de circulação comum que atravessa o comprimento do volume. A primeira, com acesso ao nível superior, a segunda semienterrada, em constante comunicação com o espaço e o terreno. No nível superior encontram-se as áreas de serviços e as salas de estar e jantar. No nível inferior, estão localizados os quartos e instalações sanitárias. No exterior, os pavimentos em madeira na zona dos quartos e sala de apoio foram prolongados, fazendo a transição entre o espaço construído e o espaço exterior.

site: aburmester.com

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domingo, 11 de fevereiro de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #49



COMPLEXO ESCOLAR DOS ARCOS
ÓBIDOS, ÓBIDOS

Cláudio Sat
Luís Moreira, Catarina Madruga
Cláudio Sat, Unipessoal, lda
2007

Neste complexo com uma área coberta de 6.015 m2 é a partir do átrio principal que se organizam os diversos sistemas. Nele também se concentram as funções de recepção/informação e de controlo da escola e do pavilhão.
Os subsistemas sociais debruçam-se sobre a denominada Esplanada do Estádio, espaço público aglutinante desta proposta. Neste sistema em pente destacam-se, no topo da primeira banda, o centro de recursos, na segunda banda o núcleo de laboratório de ciências e a sala de educação visual e tecnológica e, na terceira banda, a sala polivalente e de música. Todos estes subsistemas sociais possuem uma entrada a partir do exterior que facilita a sua utilização por parte de grupos independentes.
O mesmo acontece com o refeitório, com o buffet e com o pavilhão e respectivos balneários, que podem ser utilizados pelos habitantes do concelho. Optou-se por apoiar a sua imponente volumetria sobre o também grandioso conjunto de pinheiros existente no local, agora emoldurados desde o interior por um amplo vão envidraçado a Norte, que oferece uma distribuição regular da luz, conveniente para a prática desportiva. Na fachada Oeste, outra extensa janela deixa entrever as actividades que nele se realizam, atenuando de alguma maneira a falta de bancadas para espectadores.
Por seu turno, os subsistemas pedagógicos estão recostados sobre o sector mais silencioso e distante dessa esplanada, o Parque da Encosta, um parque natural concebido como um fundo cenográfico contínuo que aproveita sendeiros e caminhos existentes para definir circuitos de manutenção, equipamentos, miradouros e áreas de sombra que consolidam os terrenos e diminuem a sua degradação e erosão.

site: claudiosat.pt

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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #48



CASA CAMPOS PEREIRA
IDANHA-A-NOVA, SALVATERRA DO EXTREMO

Bernardo Campos Pereira
BFJ Arquitectos
2010

A casa foi implantada numa parte elevada do terreno, afastada das terras baixas alagadiças. A encosta e as árvores existentes orientaram os espaços e a disposição interna da casa, abrindo-a para sul e protegida dos ventos predominantes de norte.
As linhas de vista para a torre do Castelo de Penãfiel, mesmo do outro lado da fronteira com Espanha, para a o pináculo da igreja de Salvaterra do Extremo e para a paisagem envolvente providenciaram oportunidades para abertura de janelas e as vistas resultantes.
Foram projectados dois volumes:
Um volume alberga as áreas públicas mais importantes da casa, com as áreas de estar e de refeições, cozinha e uma grande lareira tradicional de algumas construções vernaculares do interior de Portugal. Outro volume comprido abriga os espaços mais íntimos, nomeadamente os quartos e maiores instalações sanitárias.
Estas áreas estão ambas interligadas de modo fluído por um átrio e entrada, que permite uma separação completa dos dois volumes ao mesmo tempo que oferece a possibilidade de uma ampla abertura para o exterior.
A casa foi construída predominantemente com materiais locais e as soluções adaptadas a requisitos e desenho correntes, nomeadamente por integrarem técnicas de iluminação natural e elementos de sombreamento na composição global, ventilação cruzada para renovação de ar para arrefecimento para os quentes meses de Verão, e aquecimento solar suplementar conseguido pela concepção das paredes e opções de envidraçados de modo a atingir um mínimo de necessidades de consumo de energia para aquecimento no Inverno.

site: bfj.pt

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nunolucas.net

sábado, 3 de fevereiro de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #47



CASA DA FUSTIGA
TORRES VEDRAS, FREIRIA

Miguel Beleza e José Martinez
Sandra Pereira, Filipe Oliveira
Atelier Central Arquitectos
2008

O projecto para a casa em Torres Vedras propôs o aproveitamento do edificado existente e a construção de um corpo de ampliação.Procedeu-se a uma reorganização dos usos dos espaços existentes, de modo a optimizar a funcionalidade do conjunto. Um espaço destinado ao lagar assumiu a função de sala de estar articulando os espaços existentes com os espaços da ampliação. As peças em pedra, como o lagar e outras, foram reabilitadas e reintegradas nos novos espaços criados.
A casa principal existente mantém a sua função de quartos no piso 1, enquanto que no piso 0 a sala de estar se assume como sala de jantar, surgindo agora dividida para conter um espaço de cozinha. As restantes edificações baixas à volta do pátio albergam o quarto principal, com dimensões generosas, e um terceiro quarto, ambos com instalações sanitárias individuais.
Os pavimentos foram revestidos com placas de pedra ardósia com dimensões generosas e soalho em madeira. As paredes foram revestidas com reboco pintado e com azulejos de fabrico artesanal no formato 10x10cm. Nas zonas pré-existentes, as janelas são em caixilharia de madeira com vidro duplo, com cuidado particular para a manutenção e das portadas interiores. Nas zonas novas o projecto previu a inclusão de grandes envidraçados, onde se optou por caixilharia de alumínio lacado.

site: ateliercentral.pt

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issuu.com/ateliercentralarquitectos
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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

PROJECTAR #62


A actividade PROJECTAR continua a sua itinerância em Alvaiázere, com a 62.ª sessão que nos convida a rever um documentário sobre o arquitecto e designer escocês, Charles Rennie Mackintosh, já exibido na 17.ª sessão na Ponte de Sôr em Janeiro de 2014, e terá lugar no auditório da Biblioteca Municipal, no dia 15 de Fevereiro, pelas 19h00.



O documentário intitulado Charles Rennie Mackintosh - Um Homem Moderno foi realizado por Richard Downes em 1996 para a BBC Scotland:

Durante mais de 20 anos o arquitecto e designer Charles Rennie Mackintosh trabalhou quase exclusivamente em Glasgow onde foram criadas todas as suas obras mais conhecidas e onde permanecem grande parte delas hoje em dia. Foi apenas numa fase avançada da sua vida que Mackintosh deixou Glasgow à procura de maior reconhecimento, acabando a sua carreira em Londres onde veio a falecer, com a idade de 60 anos, relativamente esquecido.
É assim talvez irónico que Mackintosh tenha recebido tão fraco reconhecimento por parte da sua cidade natal durante a sua vida. Isto viria a mudar e perto do final do século XX, cerca de 70 anos após a sua morte, ele foi finalmente louvado como o pai do "Estilo de Glasgow".
UM HOMEM MODERNO faz uma leitura crítica da vida e carreira artística de Mackintosh e da importância dos amigos e patronos que lhe providenciaram oportunidades de trabalho regular quando mais importava.
Críticos influentes, incluindo o designer Terence Conran, dão-nos as suas visões da actual reputação de Mackintosh. Todos são unânimes na sua avaliação de um "designer completo". Em conjunto, reconhecem a sua importância como um influente arquitecto do século XX e admitem que Charles Rennie Mackintosh era muito UM HOMEM MODERNO.





Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre mas limitadas à lotação do auditório da Biblioteca Municipal de Alvaiázere, que está disponível para o efeito.

Apoio:
Município de Alvaiázere

PROGRAMA:

15 de Fevereiro, 19h00
Auditório da Biblioteca Municipal, Alvaiázere
CHARLES RENNIE MACKINTOSH
Um Homem Moderno

(1996, Richard Downes, 45')

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #46



CLÍNICA DENTÁRIA
TORRES VEDRAS, TORRES VEDRAS

Miguel Marques Venâncio
B. Pedrosa, V. Vázque, M. Álvarez, T. Palos
MMV Arquitecto
2012

O desafio é baseado na re-interpretação de uma clínica dentária, na busca de uma nova clareza e carácter espacial.
O local é localizado no primeiro andar de um edifício no centro de Torres Vedras.
O espaço precisava de uma nova imagem para provocar uma nova atmosfera, novas sensações.
O desejo de criar um espaço de destaque na cidade, mais pausado, contemplativo, um espaço de reflexão, levando à descoberta da importância do silêncio e de espaços aparentemente vazios, porém cheios de vida.
Uma experimentação onde a selecção de materiais é sustentada pela nobreza dos materiais. Esta experimentação é realizada essencialmente com o elemento imaterial de arquitectura, que é o espaço. O trabalho com o espaço é determinado pela percepção, caminhos, luz, reflexos, transparências, fluidez. A massa composta por uma base simples de vidros reciclados, potencializa as reflexões e as vibrações da luz, criando uma percepção do espaço que está em constante mutação.
A busca de um espaço atemporal, com a plenitude dos sentidos, onde a luz é filtrada de maneiras diferentes, dá poesia aos espaços, dignificando-os.

site: mmvarquitecto.com

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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

ARQUITECTURA AO CENTRO #45



REABILITAÇÃO E AMPLIAÇÃO DO SALÃO PAROQUIAL DO JUNCAL
PORTO DE MÓS, JUNCAL

Jordana Tomé e Victor Quaresma
Inês Oliveira
atelier Jordana Tomé Victor Quaresma
2014

Local
O Salão Paroquial localiza-se no largo de São Miguel, espaço público mais importante da Vila do Juncal. Em contraponto à Igreja de São Miguel que domina o largo do alto da escadaria, a fachada principal do Salão impõe-se na parte baixa do Largo. A fachada posterior implantada a uma cota inferior faz fronteira com terras de hortas e pomares.

Existente
O Salão Paroquial desempenhou um papel fundamental na vida sócio-cultural da comunidade do Juncal, desde o início do século XX: infantário, local público de refeições comunitárias, escola, sala de espectáculos para cinema e teatro. Estas diferentes apropriações originaram pequenas e sucessivas alterações que diminuíram a qualidade e dignidade do edifício. Nos anos 60 foi acrescentado um piso para o balcão e a zona de palco que hoje conserva. Em 2012, o edifício encontrava-se visivelmente degradado pelo que houve a necessidade urgente na sua recuperação.

Programa
Recuperar e requalificar o edifício existente e os seus espaços exteriores, recuperando a sua função de espaço recreativo e cultural adaptado às exigências actuais por parte da população e da legislação vigente. O programa requeria duas salas polivalentes – o salão original e outra sala para acolher as diversas actividades culturais e de lazer, instalações sanitárias e balneários, uma copa de apoio aos funcionários e um estrutura pergolar para um toldo exterior.

Proposta
Na sala principal de espectáculos e respectivo balcão é mantida a sua estrutura espacial e requalificadas as suas características formais e construtivas originais através da reconstrução de caixilharias e portas em madeira, pavimento em soalho, tecto em madeira pintada e boca de cena reinterpretando de acordo com o tempo presente mas mantendo a identidade/memória do edifício.
Foi instalada uma bancada amovível na zona da plateia e colocado um conjunto de cadeiras que melhoram o uso e visibilidade e conferem conforto e dignidade à sala.
A maior transformação ao nível da renovação foi feita no piso da cave e nos espaços exteriores. Ao nível da cave do edifício existente, exíguos compartimentos transformam-se numa ampla sala polivalente, balneários e arrumos. Nesta sala polivalente, o pé direito é aumentado onde o lambril em azulejo denuncia a escavação. É devolvida e incrementada a luz natural e ventilação transversal através da demolição de alguns acrescentos e introdução de novos vãos. Estes novos vãos, janelas de sacada, multiplicam a relação entre o interior e exterior.
A ampliação, no interior, acomoda as instalações sanitárias e a copa/ bar que estabelece uma relação franca com o exterior. A ampliação, no exterior, permite transformar a rampa existente em dois novos espaços: um adro à cota superior do largo com acesso à sala principal e um pátio à cota inferior. Estes espaços são ligados por uma escada e unificados por uma pérgola metálica

site: jtvq-atelier.com

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