quinta-feira, 23 de março de 2017

PROJECTAR #52



A 52.ª sessão da actividade PROJECTAR propõe um diálogo entre o tradicional e o moderno, entre o oriente e o ocidente, numa sessão dupla dedicada à casa Sugimoto, em Kyoto, exemplar de arquitectura tradicional japonesa do sec.XVIII, e ao pavilhão Alemão na Feira Internacional de Barcelona de 1929, do arquitecto Mies van der Rohe, e marca o regresso à Universidade da Beira Interior, na Covilhã, já no próximo dia 6 de Abril, pelas 19h00.



Ambos da série Architectures, o primeiro versa sobre uma casa tradicional japonesa, em Kyoto, e foi realizado por Richard Copans em 2007:

A Casa Sugimoto é uma grande casa de cidade - mais de 15 divisões - com um programa complexo, ligado à actividade familiar.

É uma bela casa tradicional no centro da cidade de Kyoto. Foi construída em 1743. Foi destruída no grande incêndio de 1870. Felizmente, num pequeno recanto escavado, debaixo do sobrado, os proprietários tiveram tempo de depositar o altar dos antepassados e de mergulhar na água do poço o livro das Nen-Chu-Gyoji, livro no qual são registadas as obrigações da casa. Este livro permitiu reconstruir a casa como ela era. Estamos em Kyoto, no bairro sudoeste que exibe os majestosos carros alegóricos do Festival de Gion, um dos raros bairros preservados de Kyoto: uma rectícula da cidade em ilhas, segundo os eixos Norte / Sul e Este / Oeste, uma recticúla adoptada no século VIII a partir da capital chinesa Chang’An. É a casa da família Sugimoto, que construiu a sua fortuna com o comércio de tecidos para Kimono. Actualmente, é ainda um Sugimoto que aí habita, um professor universitário.


O segundo documentário, realizado por Stan Neumann em 2009, é dedicado ao Pavilhão Alemão de Barcelona:

No livro dos recordes da arquitectura, o Pavilhão Alemão construído por Mies van der Rohe para a Exposição Universal de Barcelona de 1929, é detentor do da relação reputação por metro quadrado de construção.

Nunca um programa foi definido de forma tão estranha como o do Pavilhão. Para os patrocinadores oficiais, ele deve "representar a Alemanha actual, aquilo que nós fazemos, que nós somos e o que nós procuramos: a clareza, a simplicidade, a integridade." Para Mies van der Rohe, o pavilhão deve ficar totalmente vazio, para que o arquitecto possa fazer arquitectura. O seu único mobiliário, são as duas famosas "cadeiras Barcelona" desenhadas para o Rei e Rainha de Espanha. Esta espantosa equivalência entre grandeza e gratuitidade, este desprezo pelo simples uso considerado como declínio e queda, vai assombrar toda a arquitectura do século XX. Considera-se geralmente o Pavilhão como o auge da carreira alemã de Mies van der Rohe. Depois, diz-se, começou a sua segunda vida, a sua vida americana.




Com estas sessões propõe-se esta Delegação da Ordem dos Arquitectos exibir documentários de Arquitectura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitectos com importância na história e teoria da arquitectura, nacional e internacional, de várias épocas e movimentos, e assim contribuir para o enriquecimento da cultura arquitectónica na nossa região.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitectos da região, a outros técnicos e a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo de acesso livre mas limitadas à lotação do Anfiteatro da Biblioteca da Universidade da Beira Interior, na Covilhã, que está disponível para o efeito.

Apoio:
Universidade da Beira Interior

PROGRAMA:

6 de Abril, 19h00
Anfiteatro da Biblioteca da Universidade da Beira Interior, Covilhã
A Casa Sugimoto
(2007, Richard Copans, 26')
O Pavilhão Alemão de Barcelona
MIES VAN DER ROHE

(2009, Stan Neumann, 26')

terça-feira, 21 de março de 2017

HÁ DEZ ANOS - LANÇAMENTO DO PAPELPAREDE 01º EXPOSIÇÃO E CONFERÊNCIA SOBRE O TEMA CASA

21 de Março de 2007 foi dia de lançamento da publicação PAPELPAREDE 01º, com o tema "CASA", no âmbito do qual se realizaram a inauguração da exposição PRÉMIO VILA UTOPIA MORADIA 13 e uma conferência sobre o mesmo tema, organizadas pelo Núcleo do Médio Tejo da Ordem dos Arquitectos, no Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha.

(Clique nas imagens para ver mais)

A exposição PRÉMIO VILA UTOPIA MORADIA 13 foi resultado de um concurso lançado a estudantes de arquitectura promovido pela Wise Investimentos Imobiliários, promotores do empreendimento Vila Utopia, em Carnaxide, com coordenação do arquitecto Manuel Aires Mateus, para a realização de uma moradia no lote 13, cujo 1.º Prémio foi atribuído a Olga Cristina Salina Carvalho e Marcelo Sousa Dantas.

Apresentado pelo presidente do Núcleo do Médio Tejo, arq.º Rui Serrano, este número do PAPELPAREDE contou com colaborações de profissionais de diversas áreas com várias abordagens do tema, e projecto gráfico de Paulo Passos.
A conferência que se seguiu contou com os arquitectos Michele Cannatà (Cannatà & Fernandes) e Antón García-Abril (Ensamble Studio), com textos incluídos neste PAPELPAREDE, que vieram desenvolver o tema CASA através das suas obras, com apresentação e moderação da arquitecta Maximina Almeida, professora na Universidade Lusíada.
Aqui fica o video de parte da conferência (até à altura em que acabou a bateria da câmara...).




o lançamento do PAPELPAREDE contou com o apoio da revista +Arquitectura/Editora Arcatura, que teve uma banca com as suas publicações no local, o patrocínio da AMS Publicidade, e o inestimável suporte do Município de Vila Nova da Barquinha, que para além de disponibilizar o espaço, providenciou transporte para os estudantes do curso de arquitectura da Universidade Lusíada que estiveram presentes. O dia terminou no Bar-Discoteca Destilaria, em Torres Novas, que assim também se associou a este evento.
A exposição esteve patente ao publico até ao dia 27 de Março.